A Reforma Tributária deixou de ser uma discussão sobre o futuro. Para as empresas brasileiras, 2026 já é o ano de testes da CBS e do IBS, e 2027 marca uma nova etapa da transição, com extinção de PIS e Cofins e avanço efetivo do novo modelo.
Em agosto de 2026, novas definições tornaram o tema ainda mais relevante para empresas e fornecedores de tecnologia. A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS divulgaram o cronograma de implementação dos documentos fiscais eletrônicos relacionados à reforma. Para contribuintes do Simples Nacional, os leiautes de NF-e, NFC-e, CT-e, NFS-e e outros documentos relacionados à CBS e ao IBS têm publicação prevista para setembro, com obrigatoriedade a partir de janeiro de 2027.
Há ainda uma mudança mais próxima: microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional deverão utilizar a NFS-e de padrão nacional a partir de 1º de novembro de 2026. As regras de CBS e IBS para essas empresas produzem efeitos a partir de janeiro de 2027.
A Reforma Tributária também é um projeto de tecnologia
Grande parte da discussão pública está concentrada nas alíquotas e regras fiscais. Dentro das empresas, porém, existe outro desafio: preparar os sistemas que registram cada operação.
Cadastro de produtos e serviços, emissão de documentos fiscais, regras tributárias, faturamento, compras, financeiro e integrações precisarão acompanhar o novo modelo.
Isso coloca fornecedores de ERP, departamentos fiscais, contabilidades e gestores trabalhando sobre o mesmo problema.
Uma regra fiscal pode ser definida por legislação, mas é o sistema que precisa transformá-la em uma operação diária simples para milhares de usuários.
2026 é o ano para testar, não para esperar
A própria Receita Federal define 2026 como ano de testes da CBS e do IBS. O período existe justamente para permitir adaptação de contribuintes, administrações tributárias e desenvolvedores de sistemas.
Para as empresas, isso significa que deixar todas as adequações para dezembro aumenta desnecessariamente o risco operacional.
O trabalho envolve revisar cadastros, verificar integrações fiscais, acompanhar novos leiautes, testar emissão de documentos e avaliar os impactos das mudanças sobre processos internos.
Sistemas precisam acompanhar a legislação
A Reforma Tributária evidencia uma característica frequentemente esquecida na escolha de um ERP: sua capacidade de evolução.
Um sistema empresarial não pode ser uma fotografia da legislação existente no momento da implantação. Ele precisa acompanhar mudanças fiscais, tecnológicas e operacionais durante toda a vida da empresa.
É nesse ponto que a experiência acumulada da Softwar ganha relevância. Ao longo de 26 anos, a empresa acompanhou diferentes transformações fiscais e tecnológicas, adaptando seus sistemas às novas exigências do mercado brasileiro.
Agora, o desafio é novamente transformar uma mudança complexa nos bastidores em uma experiência simples para quem está operando.
Preparação passa a ser vantagem
A transição tributária seguirá até 2033, mas decisões importantes já estão acontecendo em 2026 e 2027.
Empresas que utilizarem este período para revisar processos, organizar cadastros, integrar informações e atualizar seus sistemas chegarão às próximas etapas com uma estrutura muito mais preparada.
Nesse contexto, a Reforma Tributária deixa uma mensagem que vai além dos impostos: gestão e tecnologia precisarão caminhar ainda mais próximas.
Fontes oficiais
Receita Federal — Reforma Tributária do Consumo: orientações para 2026.
Receita Federal e Comitê Gestor do IBS — cronograma de implementação dos documentos fiscais eletrônicos.
Receita Federal — obrigatoriedade da NFS-e nacional para ME e EPP do Simples Nacional a partir de 1º de novembro de 2026.
Receita Federal — informações sobre a transição da Reforma Tributária do Consumo até 2033.